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Os
Objectivos Educativos do Projecto
Os principais objectivos educativos do projecto são: · integrar métodos e conteúdos de maneira tal que, os temas tolerância e intolerância sejam tratados de modo a propiciar discernimento sobre estes assuntos, e também de maneira que desenvolvam a compreensão e promovam a cooperação; · ajudar os alunos a fazerem conexões entre passado e presente; · focalizar em temas que afetam jovens dentro e fora da sala de aula, hoje em dia; · gerar reflexão e discussão sobre direitos e responsabilidades que os jovens têm, especificamente, na sua escola e na sua classe, e em geral, no seu mundo, hoje; · fornecer aos professores instrumental concreto que possa ajudá-los a transformar sua classe em um "laboratório de aprendizagem", no qual todos os alunos se sintam seguros para expressar seus pontos de vista e seus sentimentos; · colocar à disposição dos professores exercícios para sala de aula que possam ajudá-los a lidar com temas polémicos; · oferecer aos professores tarefas apropriadas para permitir aos estudantes usarem a internet de um modo inteligente e efectivo. Quase todas as unidades foram criadas para uso directo em sala de aula. Todas as unidades foram testadas (na Itália e em Portugal), para assegurar que sejam concretas o suficiente para uso em sala de aula. |
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Grupo
alvo
Educar para a Diferença foi especialmente concebido para professores de alunos na faixa etária de 12 a 15 anos, mas alunos mais velhos e ligeiramente mais novos também serão beneficiados por muitos dos exercícios sugeridos nas unidades. Apesar das unidades contidas neste website serem, inicialmente, destinadas a professores Europeus, também poderão ser úteis a professores de outras nações. Por exemplo, muitos dos websites (em Inglês) listados nas várias unidades e na secção de recursos, são dos Estados Unidos. As unidades serão especialmente úteis para professores
das classes mais adiantadas das escolas primárias ou elementares
(dependendo do país), mas também para professores de
cívica (ou cidadania) de escolas secundárias. Algumas
das unidades foram especialmente concebidas para professores de história
e línguas. |
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As unidades, as secções dos professores
e dos alunos
As 12 unidades formam a espinha dorsal deste website. Elas focalizam uma variedade de temas que lidam com tolerância e intolerância em sociedades do passado e do presente. Assuntos como intimidação, racismo, multi-linguísmo e nacionalismo, são assuntos que têm efeitos sobre os jovens em toda a Europa. Cada unidade aborda um ou mais destes temas. Outro componente importante é a secção dos professores. Permite que os professores se comuniquem entre si, troquem idéias sobre as unidades e outros tópicos de interesse comum, e possam disseminar práticas positivas. Por exemplo, alguns professores poderão querer fazer sugestões de indicações ou modificações para uso de determinada unidade em uma classe de alunos de mais idade, ou poderão ter informação sobre websites adicionais, mais recentes, que possam ser usados como recurso. Em geral, a secção de recursos será atualizada regularmente através de notícias, cartões, artigos, etc, que podem ser usados para discussão em sala de aula. Os diversos links de investigação também ajudarão os professores a acessar outros recursos da internet para suas classes. Adicionalmente à secção dos professores, há
também uma secção dos estudantes, que permite
que os alunos entrem em contacto com outros, um sítio perfeito
para que os estudantes possam planear e executar projectos conjuntos. |
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Base
Teórica
(Partes deste texto foram escritas em cooperação com Pieter Batelaan) O aprendizado escolar tem como objectivo: ˇ O desenvolvimento de habilidades (habilidades motoras, como o uso de computadores e outras habilidades como leitura, escrita, comunicação, colaboração, reflexão, etc.) · Adquirir informação (conhecimento factual, conhecimento de procedimentos e estratégias, etc.) · A aquisição de compreensão (podemos falar de compreensão quando os alunos são capazes de compreender e aplicar novos conhecimentos a novas situações, e fazer a conexão entre este conhecimento e outros conhecimentos previamente adquiridos) · O desenvolvimento de atitudes (falamos de uma atitude quando a visão de um objecto ou de uma situação predispõe a pessoa a vê-lo ou a agir de um certo modo). Muitas atividades podem levar ao aprendizado. Exemplos de atividades
de aprendizado que levam à compreensão são: ouvir,
ler, observar,discutir, experimentar (só ou em conjunto), preparar
e executar uma apresentação (só ou em conjunto).
Algumas atividades, porém, são mais efectivas do que
outras, quando se pretende atingir um determinado objectivo. Por exemplo,
uma pessoa aprenderá certas habilidades mais rapidamente se
"aprender ao fazer", do que ao assistir a uma conferência
ou a ler sobre o assunto. Habilidades intelectuais associadas a cooperação,
comunicação e aprendizado são adquiridas mais
efectivamente através do "fazer" e da reflexão
sobre a acção empreendida ( também ao discutir
nossas experiências com outros). A investigação
social científica mostra que actividades tais como "discutir
temas com outros", trabalhar juntos para solucionar problemas,
experimentar juntos e reflectir sobre o processo, e preparar, executar
e avaliar conjuntamente uma apresentação são
instrumentos de aprendizagem mais eficazes (levando a maior compreensão)
do que ouvir, ler e observar. Em outras palavras: a interacção
facilita o aprendizado. · dar confiança aos alunos para participarem das actividades de aprendizagem; · ajudar os alunos a melhor entenderem uns aos outros; · ajudá-los a abrirem sua compreensão para ver outras perspectivas, culturas e tradições; · propiciar uma atmosfera na classe onde as necessidades e idéias dos alunos sejam respeitadas e possam ser usadas como elementos que embasem o processo de aprendizagem; · ajudar a motivar alunos que, de outra maneira, tendem a ser marginalizados. As principais idéias teóricas que inspiraram "Educar
para a Diferença" estão relacionadas a educação
intercultural, aprendizado cooperativo e múltiplas inteligências
(ou aprendizado de habilidade múltipla).
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Educação
intercultural, como método de aprendizado, baseia-se fortemente
em "aprendendo a aprender" ("learning to learn")
e "aprendendo a fazer" ("learning to do"), e é
focalizado fundamentalmente no estudante. Esta abordagem implica em
que os estudantes são ensinados a tornarem-se responsáveis
por seu próprio aprendizado, de modo a que possam embarcar
num processo de aprendizado por toda a vida. São os processos
que ocorrem entre indivíduos e grupos que são o tema
central: Como os alunos se relacionam? Como negociam? Como tomam decisões?
Como resolvem conflitos? etc. Tornar estes processos mais democráticos
e eficazes é tão importante quanto a nota final que
o aluno recebe no final do ano escolar. Os argumentos
mais importantes utilizados para implementar métodos de aprendizado
cooperativo são: |
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| Organização
refere-se a como os grupos são compostos, como a classe ou mobiliário
é disposto, e como as tarefas e responsabilidades são distribuídas.
Com relação a composição de grupo, sugerimos
que os professores sigam as seguintes diretrizes: 1. O professor distribui os alunos por grupos. Isto evita o imediato isolamento dos alunos menos populares, que tendem a não ser escolhidos por seus colegas de classe. De início, os alunos tendem a não gostar, porque preferem ficar com seus amigos. Mas é relativamente fácil explicar a eles que todos os alunos têm algo a contribuir para o processo de aprendizagem e que, por isto, eles precisam aprender a trabalhar com todos os colegas de classe, para que cada aluno seja beneficiado ao máximo. 2. A composição dos grupos é modificada de tempos em tempos, para evitar o desenvolvimento de expectativas de papéis fixos. 3. A composição dos grupos deve ser o mais heterogênea possível para que os alunos possam se beneficiar da diversidade de talentos presentes no grupo. 4. Tarefas e responsabilidades precisam ser claras. O professor as distribui ou as negocia com os alunos. 5. Tarefas e responsabilidades precisam ser rotativas, de tempos em tempos. 6. Elas precisam ser desafiadoras para todos os alunos. Conteúdo refere-se ao tema em questão (deve ser vivenciado como interessante e útil) e às tarefas (questões em aberto, tarefas que requeiram participação individual e colaboração). As tarefas também necessitam ser "ricas": precisam estimular a capacidade de aprendizado dos alunos. O uso do aprendizado cooperativo em sala de aula tem conseqüências para o papel do professor. Quando a actividade de aprendizado envolve ouvir, ler e observar, o professor está primeiramente envolvido em explicar, contar, esclarecer, apresentar textos para leitura, dar tarefas, mostrar vídeos e (às vezes) organizar excursões. Quando a actividade de aprendizado envolve discussão, investigação em grupo e experimentação, e apresentações, o professor necessita usar diferentes habilidades: organizar, estimular a discussão (por exemplo, fazer perguntas aos alunos que levem a uma melhor compreensão), observar, monitorar, avaliar e retornar aos alunos a avaliação. São também habilidades que o professor necessita quando faz uso de tecnologia da informação na sala de aula. Retornaremos a este assunto em breve. O psicólogo Norte-Americano Howard Gardner desenvolveu uma bem sucedida teoria sobre o que denomina "múltiplas inteligências" (Gardner, 1993) (http://www.scholasticnetwork.com/library/teacen/mi.htm). Nesta teoria, ele discute os muitos tipos de inteligência que as pessoas têm. Tarefas podem ser consideradas muito educativas se várias dessas inteligências forem activadas. As diferentes inteligências que Gardner distingue são: 1. Lingüística (a capacidade de usar a língua
de modo efectivo, na forma escrita ou oral ). Alguns educadores (como Cohen & Lotan, 1997) preferem falar de múltiplas habilidades e aprendizado de múltiplas habilidades, ao invés de múltiplas inteligências. Freqüentemente, pensamos em inteligência como algo estático e difícil de mudar (como um QI). O uso do termo habilidade enfatiza que falamos de processos e discernimentos mentais, e de comportamentos que podem ser aprendidos. Durante a elaboração das unidades de Educar para Diferença,
teve-se o cuidado de focalizar tantas inteligências quanto possível,
com o objectivo de activar múltiplas habilidades entre os alunos. |
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Educar
para a Diferença, o Website e Aprendizado Cooperativo Investigações recentes sugerem que talvez se esteja a isolar jovens ao, simplesmente, colocá-los em frente a um computador. Um artigo recente sobre a web apresenta o título "Tempo demais online faz com que mais pessoas vão offline na vida real". Torna-se claro, agora, que as habilidades sociais podem ser prejudicadas, se computadores e internet não forem inseridos num ambiente educacional que estimule a interacção social. Em Educar para a Diferença, a interacção com o computador se refere a muito mais do que a relação computador-indivíduo. No conjunto, as tarefas só podem ser completadas satisfatoriamente se os alunos trabalharem juntos, e a apresentação dos resultados ocorrer em frente da classe (ou que sejam comunicadas a estudantes de outras escolas, em princípio, em qualquer parte do mundo).O computador fornece vários "inputs" para o processo de aprendizagem, e oferece a oportunidade de apresentar resultados via internet. Mas o processo de aprendizagem mais efectivo acontece quando os alunos estão engajados em discussões uns com os outros, quando estão a resolver problemas e quando preparam uma apresentação. Transformar o computador em instrumento para o grupo traz varias conseqüências para a sala de aula. OrganizaçãoMuitas actividades em Educar para a Diferença foram elaboradas
para aulas nas quais os alunos podem trabalhar em grupos de 3-5 pessoas,
com um computador à disposição. As tarefas são
melhor realizadas através da cooperação entre os
membros do grupo. Além do computador com acesso à internet, é necessário
também haver outros materiais, em quantidade suficiente, na sala
de aula (como crayons, papel, instrumentos musicais simples, cola, tesoura,
papelão, roupas) e os alunos devem, também, idealmente,
ter acesso a uma biblioteca ou a uma midiateca. Cada unidade apresenta
uma lista de materiais necessários para realizar os principais
exercícios que a compõem. Uma impressora permitirá
aos alunos imprimirem vários tipos de informação.
Enquanto alguns alunos trabalham com o computador, outros podem estudar
o material que foi impresso, comentá-los e avaliar tanto os resultados
quanto os processos. |
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| Papel
do professor
Tradicionalmente, é o professor quem transfere conhecimento. Ele/ela é a mais importante fonte de informação. Em muitas das actividades sugeridas em Educar para a Diferença, todas as informações que os alunos necessitam podem ser encontradas no website e na internet. Isto permite que o professor tenha muito mais tempo para observar os processos que ocorrem entre os estudantes, para monitorar e para avaliar os resultados obtidos pelos grupos e pelos indivíduos. Ao usar o quadro de referências de Educar para a Diferença, sugerimos que o professor assuma os seguintes papéis: 1. Organizador e gestor. O professor é responsável por criar a composição dos grupos e a distribuição das tarefas. Em seguida, o professor delega responsabilidade aos grupos. Em outras palavras, o professor faz valer que todos se atenham às suas tarefas. O computador é, freqüentemente, o "prémio" na classe. Embora o facilitador do grupo seja o principal responsável pelo modo como o computador é utilizado, o professor deve observar de perto, para assegurar que seja usado de modo apropriado e que o acesso a ele seja justo. 2. Catalisador. Certamente, o professor é responsável por ajudar os grupos que encontrem dificuldade para funcionar de modo apropriado. Quando questões difíceis surgirem, o professor não fornece respostas prontas, mas, ao invés disso, faz perguntas para que o grupo encontre seu caminho para continuar. A idéia básica é estimular nos alunos a habilidade de resolver problemas, não resolver todos os seus problemas. 3. Observador (ver o que os grupos fazem correctamente). Nas unidades de Educar para a Diferença, é importante que o professor reaja àquilo que os grupos e os indivíduos façam bem. Isto significa que deve observar atentamente ao que acontece em cada grupo. 4. Monitor (avaliar a participação e o progresso dos alunos). 5. Avaliador (avaliar os níveis de desempenho, propriedade do conteúdo, eficácia de métodos e processos, encorajar a auto-avaliação dos alunos, fornecer avaliação). O professor reage ao comportamento dos alunos, com base na sua observação.
Isto pode ocorrer durante o trabalho de grupo, mas também durante
a apresentação. A avaliação ("feedback")
é concreta e baseia-se na descrição e na análise
do que foi observado. Na maioria dos módulos, um importante aspecto do trabalho a ser realizado em grupo repousa sobre a atribuição de papéis a serem desempenhados pelos alunos. Estes papéis estimulam o desenvolvimento de diferentes habilidades e, também, dão uma responsabilidade a cada aluno. Alguns dos principais papéis discutidos nas unidades são: A. Facilitador: verifica e garante que todos compreendam
as instruções. Verifica e garante que todos os membros
do grupo participem, chama o professor se ninguém no grupo souber
a resposta, verifica e garante que todos no grupo recebam a ajuda que
necessitam; Será útil dispor estas regras de modo a que sejam visíveis
para todos os alunos. Cohen,R., & Lotan, R. (Eds)(1997) Working for Equity in Heterogeneous Classrooms: Sociological Theory in Practical. New York: Teachers College Press. Gardner, H. (1993) Multiple Intelligences: The Theory in Practice. New York: Basic Books. |
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